Thursday, March 08, 2007

Mudanças, mudanças, mudanças

Tenho a impressão que com toda essa loucura de aquecimento global e etc a terra passou a girar mais rápido, já estamos em março. Mais precisamente 8 de março.
As coisas estão acontecendo numa velocidade maior que a minha capacidade de escrever aqui, lamento um pouco isso, queria poder estar descrevendo mais amiúde as coisas que estão acontecendo e olha que não são poucas mesmo!
Ainda não abri meu negócio, acabo de voltar da licença, sem nenhuma vontade de trabalhar (detalhe básico!), ainda não mudei de casa, ainda não fiz muitas coisas!
Nesse meio tempo a vida afetiva deu uma puta reviravolta: terminei o namoro com o André, depois de pedir pra ele um tempo( coisa mais clichê!). Deixei entrar de vez na minha vida, uma pessoinha que há tempos me rondava, com quem já convivia de uma maneira totalmente diferente dessa de agora.
Só posso dizer que foi o equivalente à chegada do homem na lua: um passo e um salto pra história da humanidade. Um passo e um salto na minha história e que salto!
Essa escolha trouxe e continua trazendo impactos diários, refletindo intensamente na minha vida familiar e profissional, principalmente!
É um super desafio, que aceitei viver e estou vivendo, mergulhando de cabeça. Tão forte a ponto de suplantar o passado (que eu achava impossível mudar) e de querer fazer o futuro completamente diferente daquilo que havio planejado pra mim.
Realmente é muita coisa! mas só posso dizer que eu nunca estive tão feliz, vivendo a felicidade de uma forma plena.

Tuesday, January 30, 2007

As dez ou mais coisas que eu odeio em Belém

Calor insuportável;
Trânsito caótico;
Pessoas provincianas;
Sujeira nas ruas;
Políticos & governantes;
Falta de opção;
Não ter o que fazer;
Homens medíocres;
Os novos ricos;
Os pobres recalcados;
As pessoas invejosa;
Quem só reclama e não faz nada.

Monday, January 15, 2007

Aniversário de Belém: 381 anos

Belém: não te amo e não te odeio, apenas não gosto de ti.
Ou melhor, até gosto.
Em alguns dias, por algumas horas, com algumas pessoas, em alguns lugares.
Um dia vou embora, do que lembrarei???
Talvez do sorvete de açaí e do calor, iguais aos de hoje à tarde.

Wednesday, January 03, 2007

Agenda

Aos poucos vou lembrando das coisas a fazer; não necessariamente nesta mesma ordem:

Atualizar leituras;
Ir ao cinema;
Retomar minhas escritas;
Cuidar da saúde;
Dar alguns telefonemas;
Retomar o contato com amigos;
Fazer faxina;
Reciclar o guarda-roupa;
Ir ao dentista;
Programar viagens;

E mais uma porrada de coisa que com o tempo vou lembrar e fazer ao longo do ano!

In the beginning... was the verb

Primeiro post do ano... já que não rolou o último daqueles tipo balanço geral... fica sendo, então, este primeiro como um pouco do que deveria ter sido o último. Ih! que confusão! vai ver que é assim que tá a minha cabeça.
Sei algumas coisas, sobre outras não tenho a menor idéia. Das que sei: preciso me organizar, concentrar, focar e outros verbos terminados em "ar". Necessito organizar minha vida, minhas finanças, controlar gastos, guardar algum dinheiro, ter mais força de vontade, ser mais persistente...
Tenho um ano inteiro para isso... Deixa rolar... No stress!!!

Thursday, November 16, 2006

Início

"Na noite que eu mudei meus planos
me emprestaste o ombro
vimos o sol nascer
& você recusou o café
que eu te ofereci"

Outra

Aceitei o desafio de contigo estar
Brinquemos, pois
Cantemos,
Bebamos e
trepemos
sejamos nós
sejamos felizes
Façamos projetos
ganhemos dinheiro
Deixemo-nos ficar
naquele lugar
onde o tempo não passa
aliás nem existe
Tua energia dispersa
tua cabeça delirante
tua fala tranquila
Somos diferentes
somos iguais
somos mutantes.

Para o André

Dentro dessa redonda coisa
chamada tua cabeça
coisas absurdas e engraçadas
estão querendo sair
Então te digo:
Deixe-as!
liberte-as!
Permita que tua boca fale
e tuas mãos escrevam
aquilo que quiseres
Não temas nada
Ousa, exagera!
Porque tu és:
filme non sense
caleidoscópio imagético
vulcão
larva incandescente
te derrama por aí.

Mais uma de despedida ou o eterno clichê

Vou deixar tudo guardado
trancado numa gaveta
As chaves eu vou perder
Quero ter amnésia
Vou entregar às traças
os bilhetes e as cartas idiotas
o resto de tudo
os pedaços de papel
pra esquecer do meu papel de besta
e da minha cara de otária
Vou desprogramar os meus sensores
desinstalar teu programa
e formatar meu HD
Vou jogar fora a agenda
Mudar meu itinerário
evitar certos lugares
alterar o paladar
vou trocar o guarda-roupa
e cortar o meu cabelo
vou trocar de canal
e escolher outra trilha sonora
mãos à obra.

Tuesday, November 07, 2006

Licença para discordar de Cartola

"De cada amor tu herdarás só o cinismo" diz Cartola. Peço, no entanto, licença para discordar dele e dizer que de cada amor bem ou mal vivido, herdamos muito mais que o cinismo.
O bom mesmo é herdar lembranças, bons momentos, sorrisos, saudades, presentes, bilhetinhos e coisas do tipo.
Assim como herdar hábitos e maniazinhas, que acabamos incorporando, como que por osmose. Como por exemplo, não pegar o primeiro prato à diposição no restaurante self service, mas àquele que se encontra em baixo dos demais, para não correr o risco de junto com o prato vir uma alguma bactéria terrível.
Ou ter mais cuidado com a bolsa e com o ato de atravessar a rua só porque aquele ex-namorado quase te enlouquecia com seus cuidados.
Saindo um pouco do campo das manias neuras & paranóias, adentrando o campo literário musical, é muito bom influenciar e ser influenciados por nossos amores, trocando com eles figurinhas nessa área, apresentando coisas novas um ao outro, compartilhar gostos já semelhantes e discordar de outros, como no caso do Los Hermanos que eles adoram odiar e a gente ama amar.
Diriam os psicanalistas que tal fenômeno chama-se identificação, mas teorizações à parte, quis, quero e vou continuar querendo herdar muitas coisas dos amores passados e presentes. Quero me fundir, me perder e me achar para me perder de novo.

Receita da felicidade

Vivemos em um tempo onde a pressa e a fugacidade andam de mãos dadas, onde os ideais são sempre perversos e por vezes inatingíveis e a busca pelo sucesso, poder e beleza nem sempre se revela exitosa, mas árdua.
Nesse campo, vemo-nos presas do consumo e no afã de consumir-desejar, desejamos ser belos, amados e felizes. Isto sem contar a promessa de felicidade química, oferecida pelas drogas lícitas ou não. Dentre as drogas autorizadas encontramos as famosas bolinhas. Cada uma de uma cor, cada qual com a sua especificidade: a vermelha para dormir; a azul para acordar, a amarela para trabalhar, aquela outra para fazer sexo.
Pensando em tudo isso, eis que me surgem três tentadoras promessas, oferecidas por pessoas que entregavam panfletos na rua, a poucos metros de distância uma da outra.
Promessa número 1): Mãe sei lá o quê revela presente, pasassado, futuro e traz seu amor de volta;
Promessa número 2): Emagreça para sempre e sem sofrimento;
Promessa número 3): Empréstimo facilitado, sem consulta ao SPC e SERASA.
Como se vê, a felicidade é fácil, está ao alcance de todos: Eu, por exemplo, descobri como ficar magra, com grana e com um bofe do lado.
Tá bom pra ti!?!?

Wednesday, August 23, 2006

Receita pós-sequelamento


Após dançar durante, aproximadamente, umas 5 horas na sexta-feira, chegar em casa de manhã, chamando urubu de meu louro. Só dormindo, mas só dormindo incontáveis horas, mesmo.
Quando o corpo, já menos fatigado, deu sinais de uma tênue recuperação, a proposta foi ir ao templo do consumo; apertando a tecla SAP: shopping center e fazer o quê ? senão estrear o cartão de crédito recém-chegado no dia anterior.
Entre uma andança e outra, de vitrine em vitrine, ainda sobrou tempo para ir à locadora (quem disse que a gente é só futilidade?) e alugar uns filminhos para ver no restante do fim de semana.
Destaque para: "A garota da vitrine".
Filme que passou em brancas nuvens nos cinema aqui destas terras de Santa Maria de Belém do Grão Pará, mas que vale ser visto e re-visto, por se tratar de um filme que aborda a prontidão (ou não) das pessoas para engajarem-se em relacionamentos, de forma genuína e total; Quando muitos, preferem não fazê-lo, ou quando fazem é pela metade, tal qual o personagem de Steve Martin.
O Steve que nos habituamos a ver é o das comédias, mas ele convence nesse papel dramático e dá conta do recado até nas cenas românticas. Ajudado por Claire Danes, que está perfeita: linda, correta e elegantemente vestida o tempo todo. Diga-se de passagem, ela vai crescendo ao longo do filme, acompanhando o crescimento da sua personagem, Mirabelle, tornando-se mais bonita.
O filme rende risadas e reflexões, nos convidando a pensar sobre a efemeridade das relações nestes tempos de pressa, onde tudo pode ser comprado... Até faz lembrar um outro filme: "Felicidade não se compra"(mas esse é assunto para outro post).
O amor ainda não é um artigo que possa ser comprado, ele continua a ser um tesouro escondido que precisa ser conquistado.